Amorphis

A banda finlandesa Amorphis, atualmente formada por Tomi Joutsen (vocal), Esa Holopainen e Tomi Koivusaari (guitarras), Olli-Pekka Laine (baixo), Jan Rechberger (bateria) e Santeri Kallio (teclados), promove o álbum “Halo” (2022), mais um que traz a narrativa imaginativa e poética do letrista Pekka Kainulainen. “Desde o primeiro dia, Pekka sempre foi um letrista entusiasmado e produtivo para o Amorphis”, diz Joutsen. “‘Halo’ é um disco temático solto, cheio de contos de aventura sobre o Norte mítico, dezenas de milhares de anos atrás. Fala de uma época antiga em que o homem vagava por essas fronteiras boreais abandonadas após a era do gelo. Ao descrever o renascimento de uma cultura seminal em um mundo de novas oportunidades, também tenta alcançar as forças duradouras da mente humana”, completa o vocalista.

Desde “Silent Waters” (2007), Kainulainen navega pelas águas mitológicas de sua terra natal com grande habilidade e respeito. Em “Halo”, ele se superou mais uma vez. “É um processo lento traduzir a poesia finlandesa arcaica para o inglês e adaptá-la aos nossos ritmos progressivos. Felizmente, Pekka faz tudo na hora e com muito cuidado”, avalia Joutsen.

Tirando o nome da palavra amorfo, que significa ‘sem forma ou formato determinado’, o grupo sempre ostentou o status de ser um dos mais criativos vindos da Finlândia. Com uma vasta gama de influências musicais, conseguiu alinhar o som de bandas de rock progressivo dos anos 70 ao do folk e death metal, o Amorphis nunca teve receio de voar para territórios inexplorados, sempre se mantendo contra as tendências do momento e forjando seu próprio estilo.

Criado por Esa Holopainen e o baterista Jan Rechberger, que posteriormente recrutaram o vocalista/guitarrista Tomi Koivusaari e o baixista Olli-Pekka Laine, o Amorphis fez seu primeiro registro demo, “Disment of Soul”, em 1991. Com isso, conseguiu um contrato com a Relapse Records e lançou seu debut, “The Karelian Isthmus”, em 1992, batizado em homenagem a um campo de batalha histórico finlandês – o Istmo da Carélia (The Karelian Isthmus) é uma faixa de terra situada entre o Lago Ladoga e o Golfo da Finlândia.

Em 1994, o grupo mergulhou ainda mais em seu death metal progressivo orientado por teclado mesclando-o com heavy tradicional e doom para celebrar a rica história finlandesa, incorporando letras do livro “Kalevala”, em “Tales From The Thousand Lakes”. “A Finlândia está em todas as partes de nossas composições. O instrumental e as letras do Amorphis sempre foram bastante influenciados pelo folclore, a história, os mitos e heróis. Por isso a Kalevala aparece com tanta frequência nos discos. Afinal, nada representa estas terras e águas silenciosas tão bem e com tamanha paixão quanto ela”, detalhou Esa Holopainen certa vez à revista Roadie Crew.

“Tales From The Thousand Lakes” surpreendeu não apenas os seguidores da banda, mas todo a cena underground do metal. Depois do EP “Black Winter Day” (1995), o seguiu superando as expectativas com “Elegy”, que contou com inspirações líricas de outra peça da literatura finlandesa, Kanteletar, e trouxe músicas com atmosferas ricas de teclado, tons psicodélicos de guitarra e vocais de Tomi Koivusaari e Pasi Koskinen.

Após “My Kantele” (EP, 1997) vieram outros dois trabalhos cultuados da discografia: “Tuonela” (1999) e “Am Universum” (2001). Já “Far from the Sun” (2003) foi o último a contar com Pasi Koskinen, substituído por Tomi Joutsen, que estreou em “Eclipse” (2006), com letras baseada na lenda de Kullervo (contada no Kalevala), escrita pelo poeta e dramaturgo Paavo Haavikko. Também marcou a reintrodução de vocais guturais, embora em quantidade limitada em comparação com álbuns subsequentes: “Silent Waters” (2007) e os conceituais “Skyforger” (2009) e “The Beginning of Times” (2011). A discografia ainda traz “Circle” (2013), “Under the Red Cloud” (2015), “Queen of Time” (2018) e “Halo” (2022).

 

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